Impressões, recados mal criados, desabafos, saudades soltas em palavras. Este é o meu canto que também pode ser seu. Os textos, as músicas e fotos são de autoria de Celso de Lanteuil e só poderão ser copiados e divulgados com a autorização do mesmo.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
PESSOAS
Fotografia tirada sem flash. Pintura de Fernand Léger, 1939, óleo sobre tela
Centre George Pompidou, Paris, Fevereiro de 2012
Celso de Lanteuil
Centre Pompidou
Paris, 18 de Fevereiro de 2012
Conheci muitas pessoas
Elas me pareciam ser de um jeitoDo jeito que eu conseguia lhes ver
Corajosas. Lutadoras
Éticas. Geniais
Amigas para qualquer circunstãncia
Competentes
Inteligentes
Sedutoras
Eu encontrei muitas pessoas por onde andei
Na infãncia nós sonhamos juntosQuando adolescentes ousamos e descobrimos lado a lado
Gozamos. Choramos
Ganhamos e perdemos muito parecidosAssim pensava
Mas quando cresci e ajudei a construir uma família
Descobri melhor certas diferençasExistem pessoas que são para a vida inteira
CERTEZA
Yuri presta homenagem aos mortos nas primeira e segunda guerras
Bishop's Stortford, 11 de Novembro de 2007
CERTEZA
Celso de Lanteuil
Place de Vosges
Paris, 16 de Fevereiro de 2012
Nem todas as linhas
Nem todas as rimasNem sempre as esquinas
Os laços, os traços
As bordas, os passos
Nem mesmo intenções
Abraços ou palavrões
Até as idéias
As boas e más
Até as palavras que fazem ou não
Nem mesmo os teus olhos
A tua emoçãoSua boca, seus beijos
Nem a minha fé, sua vontade
A minha vergonha, tua lucidez
Nada, nada. Nada pode. Nada faz
Nem o ceú. Nem a luzMesmo Deus, mar ou bilhão de riqueza
Ouro, poder
Nos tira o destino, de viver e morrer
Homenagem aos mortos da primeira grande guerra
Em destaque o nome de um antepassado do meu avo Duilio
Rota Greca, Calabria, Italia, terra de mio nonno, Setembro de 2009
domingo, 5 de fevereiro de 2012
EM MEMÓRIA DA DINDA ZELIA
Celso de Lanteuil
Rio 04/02/2012
Existem maneiras de viver
Quem já teve a Dinda sabe
Quem não teve, perdeu...
Com medo ou pressa
Ignorando, choramingando
Resmungando
Desconfiando, enganando
Muitos articulam, inventam
São rigorosos, buscam a perfeição
Reclamam, fogem, invejam
Não olham, criticam, não toleram
Existem maneiras de viver
Quem já teve a Dinda sabe
Quem não teve, perdeu...
Entre garrafas, festas
Cigarros, bares, ilusões
Tudo pela sua necessidade
E salvação
Só enxergam sua razão
Nunca estendem a mão
Não dividem o tempo
Nem doam sua melhor emoção
Existem maneiras de viver
Alguns sabem doar, amar e proteger
Quem já teve a Dinda sabe, quem não teve, perdeu...
REFLEXÔES 2
CALÚNIA
Celso de Lanteuil
Porto-Rio, 31 de Janeiro de 2012
A calúnia faz estragos
É um tipo de dano que machuca de modo covarde
Regra geral ela é feita às escondidas contra quem se encontra vulnerável ou indefeso
É um recurso baixo quando feita por alguém que nos é próximo e visa atingir amigos
Contra a calúnia, só os amigos de verdade
Celso de Lanteuil
Porto-Rio, 31 de Janeiro de 2012
A calúnia faz estragos
É um tipo de dano que machuca de modo covarde
Regra geral ela é feita às escondidas contra quem se encontra vulnerável ou indefeso
É um recurso baixo quando feita por alguém que nos é próximo e visa atingir amigos
Contra a calúnia, só os amigos de verdade
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
REFLEXÔES
DIFICULDADE
Celso de Lanteuil
Porto-Rio 31 de Janeiro de 2012
Celso de Lanteuil
Porto-Rio 31 de Janeiro de 2012
Tenho grande dificuldade de tratar assuntos sérios. As questões éticas me incomodam profundamente, apesar de me faltar diversos atributos nesta área. O desrespeito ao próximo, a censura, a covardia, a tortura, o preconceito, seja de que espécie for, me levam para um sentimento de tal intensidade, cujo resultado é a contração do pescoço, ombros e maxilar.
Gostaria de encontrar nestas ocasiões um ponto de equilíbrio em que essa indignação não fosse tão intensa, mas raras vezes tenho conseguido sucesso nesta questão. Por isso preciso tanto da música, de ler um bom livro, de andar de bicicleta, mergulhar em mar aberto, assistir um filme de Almodóvar, Woody Allen ou Tarantino, fazer amor com minha mulher, passear com meus filhos, rir com meus amigos. Do contrário, viro bicho faminto.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
PARA LEMBRAR DE VOCÊ
A autora Ninfa Parreiras segura um exemplar de Vermelho Amargo
Sentado Bartolomeu Campos de Queiróz
homenageado na FLIST autografando
PARA LEMBRAR DE VOCÊ
Celso de Lanteuil
FLIST, Rio de Janeiro 14/05/2011
Finalmente conheci o Bartolomeu Campos de Queiróz. Venho escutando esse nome fazem muitos anos. Minha amiga Ninfa tem o autor no mais elevado conceito. Ele é o Cosmos! Foi emocionante escutá-lo falar sobre o fantasiar e o viver. Vive melhor quem fantasia, como disse o escritor. O ontem e o futuro só existem na imaginação do presente que logo se transforma em passado. Portanto existir sem fantasia é vazio, indolor, translucido. Daí a importância do sonho na escrita e consequentemente na formação da cidadania. A escola que pretende transformar informação em autonomia deveria exercitar o ato da inventividade, porque a ação do sonhar é libertadora. Sem a fantasia estagnamos e petrificados nos tornamos estátuas vivas. Assim falou a voz lúcida de Bartolomeu.
SOBRE VERMELHO AMARGO
Obra de Bartolomeu Campos de Queiróz
Um outro nível de escrita
Nova Delhi, 15/11/2011
Essa madastra possui um jeito próprio de cortar o tomate. Por vezes o menino percebe que a faca afiada não servirá apenas para fatiar. Ao observar o rosto dela, suas feições tensas que ocultam emoções, e ao acompanhar o movimento de ir e vir da mão que segura a faca, realiza que uma distância enorme as separa. Mãe e madrasta. Percebe quão diferente são. Vermelho Amargo é um relato poético sobre sentimentos intensos, onde a melancolia estabelece as motivações e o observar das coisas pelo olhar do menino. O sofrimento da perda da mãe ainda muito cedo. O medo da madrasta. Os segredos do amor e das mentiras necessárias. Os pecados e as culpas... A mãe, o jeito de preparar a comida e cuidar. O amor, tudo para sobreviver. O irmão triturador de vidro. O gato da irmã que não miava. A cicatriz na testa da irmã mais velha que mais tarde fugiu do tomate, parou de bordar e escondeu o amor. A mulher que era duas. A bruxa e a fada. Tudo relatado com precisa maestria e uma dor difícil de se apagar.
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