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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

MÚSICA NO AEROPORTO

Musicians in Boston make people's life easier
21/10/2012
MÚSICA NO AEROPORTO
Celso de Lanteuil
Porto, 02/11/2012
Enquanto aguardava o embarque no aeroporto do Porto
Hugo Lopes no Sax e Miguel Pedrosa na Guitarra
Tornavam a espera em obra de arte

Tap, tap
Tap, tap
Goes smooth
Rhythm of the soul
A pair of shoes
 
Tap, tap
Tap, tap
Rolling in the air
Dancing with no care
The eagle of the blues
 
Tap, tap
Tap, tap
Cinderella of a dream
Melody of life
Like a flower and a bee
 
Tap, tap
Tap, tap
The orchestra of the nature
The song that makes us dance
An endless path, never the same

A musician delivers his soul at the metro station
Boston, USA

terça-feira, 13 de novembro de 2012

JOÃO VEM AÍ

Aimé-Jules Dalou, 1873
Peasant Woman Nursing a Baby
Victoria and Albert Museum, London
 
JOÃO VEM AÍ
Celso de Lanteuil
Lisboa, 24/10/2012
O meu sobrinho neto está chegando...
 
O amor faz milagres
Ele nasce onde menos se espera
Nos envolve sem se fazer notar
Cresce como um feto
 
Cria braços, pernas, dedos, coração
Ele nos abraça na hora certa
Quando nossos planos falharam
Não desiste nunca
 
O amor é paciente para aprender
Enfrentra o medo, a intolerância, a doença
Resiste quando necessário
Mesmo nas questões materiais e morais
 
Ele pede muito de nós
Mas tem esse direito
O amor é arma poderosa
Vence batalhas impossíveis
 
Destroi a tristeza, cura, constroi
Educa, faz nascer
É guarda costas para qualquer ocasião
Em troca, nos pede atenção

Jovens senhoras numa caminhada matinal
London Town

To JFK and BOB KENNEDY

JFK LIBRARY
Boston, October 2012

To JFK and BOBY KENNEDY
Celso de Lanteuil
Boston, 22 of October 2012
 
What a coincidence!
Right after writing these thoughts I had the chance to visit the JFK Library in Boston
There I learned a little bit more about democracy
That’s the reason I dedicate these few words to the brothers, with great respect
 
Lean on me and brought me your fears
Give me your failures and concerns
I will heal your wounds, help you with my hope
Wet your flowers
Clean your soul from the pain
 
I will give you my dreams
Music and lyrics, my best poetry
Good reasons for living
Build a future with dignity
And share with you what I love most
 
The harsh your life becomes
The more we will renew our strength
And increase our stamina
Struggling for peace
Freedom and democracy   

JFK LIBRARY
Boston, October 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

OUTRO TEMPO

Criança de rua em Antananarivo
Madagascar, Março de 2012
OUTRO TEMPO
Celso de Lanteuil
Ilha da Praia – Lisboa 24/10/2012
  
Houve um tempo em que eu voava sem saber
Olhava sem enxergar
Tocava sem sentir
Ouvia sem escutar
Sentia sem perceber
 
Época em que pensava fossem as horas só minhas
Quando eu entendia somente o que via e encostava
Sonhava sem compreender
Foi-se o tempo em que eu brincava e era feliz
Vivia sempre por um triz, deixando a vida seguir
 
Então certo dia o meu riso mudou
Foi a seriedade do viver
Ele me fez aprender
Há tempo para cantar
Trabalhar e lutar
 
Hoje eu tento encontrar aquelas horas
Que ficaram bem lá atrás
Nos braços da minha inocência
Onde conheci gente, aprendi a amar e sonhar
Tempo que me leva a insistir e desejar mudar
 
Trabalhando desde o colo

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

BEM NO MEIO

BEM NO MEIO
Celso de Lanteuil
sobre fotografia de multidão, aula da Mestra Ninfa Parreiras
Estação das Letras, 23/01/2003
 
Mensagem de Robert F. Kennedy
JFK Library, Boston

Impossível não sentir um aperto no peito
Perceber a vontade
Entender a necessidade
Saber o porque
 
Pensei em desistir
Em largar tudo para lá
Pois no começo éramos poucos
Mas sonhávamos com convicção
 
Talvez tenha sido essa a nossa maior força
Então vieram outros a saber o que estava acontecendo
E muitos outros mais se aproximaram de nós
Queriam descobrir por que estávamos com tanta vontade
O que nos animava tanto
 
Alguns perguntavam o que ganhariam com tudo aquilo
Que garantias receberiam...
Quando de nós ouviam que as vantagens não eram imediatas
Que o lucro não era em moeda
Corriam
 
Corriam para o outro lado
Corriam para bem longe
E nos maldiziam, nos atacavam
Que absurdo!
Que luta é essa que não dá dividendo?
 
Mas ainda assim, insistimos
Mostramos que o amanhã bom, é bom para todos
Que segurança boa, é aquela em que todos podemos ir e vir
Sem medo
E que enquanto há resistência existe esperança
 
Com fome, a vida é prisão
Seja fome de pão
Fome de teto, de amor
De sonho
Fome de trabalho e profissão
 
O tempo passou
Quando me dei conta
Lá estava eu no meio daquele povo
Sem enxergar a outra ponta
De tanta gente presente, de tanta gente...


Um pedaço do muro de Berlim
Peça símbolo da força da democracia
Doada ao Museu JFK, 10/2012


terça-feira, 30 de outubro de 2012

AMIGOS

Amigos da cidade
Porto, outubro de 2009
AMIGOS
Celso de Lanteuil
Praia, 16 de Agosto de 2012
 
Não existem melhores amigos
Eu não acredito em pior amigo
Ou se é amigo, ou se é outra coisa qualquer
 
Amigos tem defeitos
São azedos, irritados, por vezes agressivos
Possuem inimigos, tem manias
 
Mas nos compreendem e nós a eles
Fazem confidências
Guardam as nossas
 
Nos conhecem
Prestam atenção no que fazemos
Sabem dos nossos desejos e sonhos
 
De quando estamos amargos
Tristes, fortes, alegres ou fracos
Conhecem o nosso jeito
 
Olham e percebem o que podem esperar
Aguçados observadores 
Das nossas dores, fraquezas e angústias
 
Adoram nossas histórias
Discordam das nossas idéias, naturalmente
Nos enxergam corajosos e invencíveis

Nossas fraquezas relevam
Mas nos dizem quando é hora de parar
Hora de pedir perdão
 
Entendem explicações
O modo como interpretamos a vida
Aceitam nossa ausência. Nunca nos esquecem
 
Se o tempo escapa rápido demais
E na distração da vida nos afastamos
Eles esperam. Sabem que na primeira chance voltamos...
 
De sorrisos, abraços, caminhadas, dores e lutas
Um amigo vai se formando
Para lá estar, na hora certa sem falhar
 
Pode-se viver em conflito, na dor ou na doença
Não se ter dinheiro ou recursos
Mas tudo se ameniza, quando ao lado se tem um amigo

Amigos em Stansted Mountfitchet Castle
UK, Agosto de 2007
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

PEDRA PORTUGUESA

Calçada do século 16, Cidade Histórica
Ilha da Praia, Maio de 2012

PEDRA PORTUGUESA
Celso de Lanteuil
Praia 07 de Junho de 2012
  
Cada pedra portuguesa se encaixa num espaço
Há um ponto, um ângulo, um corte, uma forma desigual
Que ao ocupar seu lugar, vai formando um painel
 
O Homem, como os animais, os vegetais e minerais, ocupa também um lugar
E na sua diferença de ser, estar, fazer e poder
Ajuda a criar um outro tipo de mosaico
 
Se uma pedra sai da sua posição abre-se um vazio
Este poderá provocar um desequilibrio
Pedras podem se soltar, o piso ceder, um buraco surgir
 
O Homem conseguiu chegar até aqui muito por sorte
Continuou sua existência
Também por subjugar adversários naturais com a ajuda dos seus pares
 
Grupos sociais e sociedades se organizaram
É o que temos
De uns tempos para cá, um novo representante da espécie vem ganhando consistência
 
Ele pensa somente nele
Trabalha, goza, produz
Sonha para ele
 
Conquista e constroi para se satisfazer, e encontrar sua felicidade
Ele não se percebe como a pedra portuguesa
Que ao se acomodar entre outras formatações imperfeitas forma um todo

Elétrico circula entre calçadas com pedras portuguesas
Lisboa, Maio de 2012