Impressões, recados mal criados, desabafos, saudades soltas em palavras. Este é o meu canto que também pode ser seu. Os textos, as músicas e fotos são de autoria de Celso de Lanteuil e só poderão ser copiados e divulgados com a autorização do mesmo.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
domingo, 25 de novembro de 2018
Orlando 2016
Celso
de Lanteuil
Porto,
21/11/2018
Para
musicar
Texto
baseado no espetáculo Your Name Is Orlando
Uma
apresentação de Vivacte, Apuro e Café Lusitano
Apresentado
pela companhia DYProcess
Concebido
por David Desoras
Produção
Rui Spranger
Strange feelings
Strange blues
Strange news
Contemporary news
We see old actions. We
share old thoughts
(And) contemporary graves
are spreading very fast
We touch the silence. The
silence is fear
Fear is fire. Fire is
imbalance
Strange feelings. Strange
blues
Strange news. Contemporary
news
Desire is burning. A difference
grows
And shake structures. Ancient
moral concepts
The pressure increases
God, flags, soccer
supporters, politicians
Hate, envy, lack of
balance…
Empathy loses ground
Compassion disappears
The affinity is crying
Polarity,
contradiction, duality
They go to the octagon
Brothers, parents and
friends punch each other
Until hate wins
At the end, Orlando
2016
It is just a faraway feeling
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Peço respeito pelo meu voto
Celso de Lanteuil
Porto, 25/10/2018
Não existe democracia sem riscos. Não existe cidadania sem se correr riscos.
Foi na nossa democracia que se permitiu o aumento do discurso de NÓS e ELES.
Foi também durante a nossa democracia que conseguimos colocar nas ruas as bandeiras do Brasil e descobrir a farra com o dinheiro público, através das revelações trazidas pelo Mensalão, Petrolão e Lava Jato.
Nossa democracia já conseguiu em menos de trinta anos impedir dois presidentes de governar, já prendeu o principal líder popular do país, que permanece preso, assim como vários governadores, um ex chefe da casa civil, ministros, líderes políticos de grande relevância e personalidades da nossa alta esfera de poder.
O risco sempre existirá numa democracia.
O risco do aparelhamento do estado ocorrer por conta de um grupo político e das suas ideologias, ou de uma facção criminosa que tente assumir o poder e assim nossa cidadania venha a esmorecer.
Na nossa democracia, temos assistido os índices de violência se alastrarem sistematicamente, a miséria continuar a crescer, o lixo tomar conta das escolas, as filas nos hospitais darem a volta nos quarteirões, o desemprego de milhões levar profissionais para a informalidade e nosso IDH, aquele que o nosso povo conhece (não falo das estatísticas do IPEA/PNUD Brasil) e constata piorar assustadoramente.
Mas, apesar de tudo isso e de outros desequilíbrios ainda maiores, a democracia no Brasil segue se ajustando e já mostrando que não é apenas "fake news".
Revelando que o brasileiro está mudando e não gosta de ser enganado, e não é mais tão facilmente manobrado, como até recentemente acontecia, antes do advento das mídias instantâneas.
Nossa democracia também não é made in USA, nem socialismo europeu, tão pouco liberalismo inglês, nem a Alemanha dos anos 30 que nos trouxe o nazismo, como muitos formadores de opinião querem nos fazer crer.
Nossa democracia é acima de tudo e de todos, aquela repleta de diversidade, que renovou através do voto, 87% dos nossos senadores! E, colocou no cenário político, cidadãos sem partidos ricos a lhes dar visibilidade.
Nossa democracia renovou na Câmara dos Deputados mais da metade de seus parlamentares.
Ela ainda flutua entre esses dois extremos que chegaram ao segundo turno, isso é uma verdade. O ELE NÃO e OS ELES NÃO. Mas é entre esses dois extremos que ela faz a sua caminhada de amadurecimento, tentando sair da puberdade e se tornar um adulto consciente.
Para aqueles que já se esqueceram, foi na nossa democracia do "tudo pelo social" e do "sem medo de ser feliz" que se organizou a falência da Varig, destruindo um dos maiores, se não o maior, símbolo de eficiência do país no exterior.
Como resultado dessa vergonhosa ação, testemunhamos a saída de cerca 600 pilotos do país, além da direta desorganização do setor aéreo, um calote ao próprio Estado e um prejuízo econômico direto e indireto, que atingiu cerca de cem mil pessoas.
Isso tudo sob a batuta do chefe maior de um governo que sempre se intitulou em defender a classe trabalhadora, na ação direta de seu principal líder, conhecido mundo afora como "Esse é o cara", conforme disse o carismático Obama.
Portanto, a democracia no Brasil segue firme e se por um lado ainda perdemos na qualidade daquilo que se propõe, ou nas práticas políticas dos nossos candidatos, por outro lado temos as bandeiras do Brasil e o povo nas ruas, se manifestando, e dizendo através do voto aquilo que não mais querem para o país.
Entendam isso. Peço respeito ao que sou, por aquilo que acredito e defendo. Peço respeito ao meu voto e ao candidato que o nosso povo vier escolher.
É o mínimo que espero de você que me lê, cidadão que se diz disposto a defender os direitos fundamentais que o sistema democrático possui.
Por fim, a partir de primeiro de janeiro de 2019, a minha vigília continuará sendo aquela que venho tentando aperfeiçoar, desde o movimento das Diretas Já.
Porto, 25/10/2018
Não existe democracia sem riscos. Não existe cidadania sem se correr riscos.
Foi na nossa democracia que se permitiu o aumento do discurso de NÓS e ELES.
Foi também durante a nossa democracia que conseguimos colocar nas ruas as bandeiras do Brasil e descobrir a farra com o dinheiro público, através das revelações trazidas pelo Mensalão, Petrolão e Lava Jato.
Nossa democracia já conseguiu em menos de trinta anos impedir dois presidentes de governar, já prendeu o principal líder popular do país, que permanece preso, assim como vários governadores, um ex chefe da casa civil, ministros, líderes políticos de grande relevância e personalidades da nossa alta esfera de poder.
O risco sempre existirá numa democracia.
O risco do aparelhamento do estado ocorrer por conta de um grupo político e das suas ideologias, ou de uma facção criminosa que tente assumir o poder e assim nossa cidadania venha a esmorecer.
Na nossa democracia, temos assistido os índices de violência se alastrarem sistematicamente, a miséria continuar a crescer, o lixo tomar conta das escolas, as filas nos hospitais darem a volta nos quarteirões, o desemprego de milhões levar profissionais para a informalidade e nosso IDH, aquele que o nosso povo conhece (não falo das estatísticas do IPEA/PNUD Brasil) e constata piorar assustadoramente.
Mas, apesar de tudo isso e de outros desequilíbrios ainda maiores, a democracia no Brasil segue se ajustando e já mostrando que não é apenas "fake news".
Revelando que o brasileiro está mudando e não gosta de ser enganado, e não é mais tão facilmente manobrado, como até recentemente acontecia, antes do advento das mídias instantâneas.
Nossa democracia também não é made in USA, nem socialismo europeu, tão pouco liberalismo inglês, nem a Alemanha dos anos 30 que nos trouxe o nazismo, como muitos formadores de opinião querem nos fazer crer.
Nossa democracia é acima de tudo e de todos, aquela repleta de diversidade, que renovou através do voto, 87% dos nossos senadores! E, colocou no cenário político, cidadãos sem partidos ricos a lhes dar visibilidade.
Nossa democracia renovou na Câmara dos Deputados mais da metade de seus parlamentares.
Ela ainda flutua entre esses dois extremos que chegaram ao segundo turno, isso é uma verdade. O ELE NÃO e OS ELES NÃO. Mas é entre esses dois extremos que ela faz a sua caminhada de amadurecimento, tentando sair da puberdade e se tornar um adulto consciente.
Para aqueles que já se esqueceram, foi na nossa democracia do "tudo pelo social" e do "sem medo de ser feliz" que se organizou a falência da Varig, destruindo um dos maiores, se não o maior, símbolo de eficiência do país no exterior.
Como resultado dessa vergonhosa ação, testemunhamos a saída de cerca 600 pilotos do país, além da direta desorganização do setor aéreo, um calote ao próprio Estado e um prejuízo econômico direto e indireto, que atingiu cerca de cem mil pessoas.
Isso tudo sob a batuta do chefe maior de um governo que sempre se intitulou em defender a classe trabalhadora, na ação direta de seu principal líder, conhecido mundo afora como "Esse é o cara", conforme disse o carismático Obama.
Portanto, a democracia no Brasil segue firme e se por um lado ainda perdemos na qualidade daquilo que se propõe, ou nas práticas políticas dos nossos candidatos, por outro lado temos as bandeiras do Brasil e o povo nas ruas, se manifestando, e dizendo através do voto aquilo que não mais querem para o país.
Entendam isso. Peço respeito ao que sou, por aquilo que acredito e defendo. Peço respeito ao meu voto e ao candidato que o nosso povo vier escolher.
É o mínimo que espero de você que me lê, cidadão que se diz disposto a defender os direitos fundamentais que o sistema democrático possui.
Por fim, a partir de primeiro de janeiro de 2019, a minha vigília continuará sendo aquela que venho tentando aperfeiçoar, desde o movimento das Diretas Já.
quinta-feira, 8 de março de 2018
VERDADES
Cabine de um Boeing 737-200
Primeira aeronave a jato comercial em que fui promovido a Comandante
Varig, Base Rio, 1987
Uma escola de vida
Foto de autor desconhecido
VERDADES
CNAI, Porto, 17/11/2017
Celso de Lanteuil
Existem verdades que se criam na tradição oral
São verdades alimentadas pela memória de um contador de histórias
Memória que passa a ser a memória de um outro e
que assim segue caminho
Tornando-se a verdade que surgiu, que conseguiu
permanecer
Lembrança que nos chega e fica
A voz de uma história repetida milhares, milhões
de vezes
Existe a verdade que nasce da nossa interpretação
do mundo
Das nossas experiências, dos nossos valores, da
nossa estrutura emocional
Do conhecimento que transportamos vida afora
Da educação que recebemos nos lares, dentro e
fora da escola, nas ruas
Uma voz que possui medo, crenças, valores morais,
uma ética própria
Voz gulosa, cheia de revolta. Magoada. Violenta
ou calma. Amorosa. Vaidosa…
Existe a verdade que nos chega pela repetição de
um poder instituído
Pela força de um tirano, pela máquina do sistema
que este alimenta e protege
Jornais, redes de televisão, blogs e blogueiros,
jornalistas, artistas, políticos
Juristas, famosos, líderes comunitários,
capitalistas, socialistas, comunistas…
Todos tem a sua verdade a defender
Todos tem uma verdade, para por ela lutar
Eu vi. Está tudo muito claro, só não vê quem não
quer enxergar!
Eu entendo bem essa lógica, sei como eles fazem.
É tudo uma conspiração
Querem nos iludir. Eles querem nos vender essa
ideia
Nossos problemas começaram quando ele assumiu o
Governo
Aquele sim foi um traidor da nação
Assim se diz. Assim se acredita
Mas existe também a verdade que tocamos todos os
dias
Da falta da água potável para muitos, das doenças
que matam diariamente
Dos que morrem na guerra da Síria
E da violência de uma cidade que já foi
“maravilhosa”
De se saber que a Terra não é o centro do universo
E que a invenção da roda aproximou as pessoas
desse lindo mundo
A verdade que diz: os oceanos não terminam em
infinitos abismos
Que aviões voam por propulsão própria
E Santos Dumont circulou a torre Eiffel em 1906,
pela primeira vez no planeta!
São verdades que agrupadas levaram Neil Armstrong
a pisar o solo lunar
Verdades que a ciência chama de conhecimento
comprovado e adquirido
Fatos e descobertas, de homens e mulheres que se
arriscaram a tudo perder
Aqueles que sofreram os piores preconceitos, a perda da liberdade
e suas vidas
Contra estes, a desinformação, o ignorar da
realidade, a crença cega, a inveja
As teorias que a imaginação em fúria e sem
limites criou
A mentira que sempre se repetiu, o egoísmo
ameaçado
O medo de se permitir aprender sobre aquilo que
sempre nos assustou
Além do pouco interesse que certas realidades
despertam
E até mesmo a resistência conveniente de outros
tantos
Como dizia o Comandante Walter Pereira Souza
Para se descobrir o que se oculta num quarto
escuro
Nada melhor do que o interruptor que liga a luz
Por isso faço esse registro. Esse grito de
alerta!
O conhecimento é o interruptor que ilumina
consciências
É aquilo que nos permite entender melhor a
realidade que nos rodeia
Logo, a minha eterna gratidão aos homens e
mulheres que jamais se resignaram
Aqueles que não deram as costas ao saber
Mesmo que a custa de suas liberdades fundamentais
Abrindo mão da sua felicidade e segurança, até
mesmo das suas próprias vidas
Tudo pelo sonho de aprender e realizar, e melhorar a vida das pessoas
terça-feira, 28 de novembro de 2017
A MURALHA QUE RESISTE
A MURALHA QUE RESISTE
Tenho
acompanhado os desdobramentos sobre o desempenho do goleiro do Clube de Regatas
do Flamengo, Alex Muralha, distante do meu Brasil. Comecei quando ainda criança
a acompanhar as discussões em torno do nosso então maravilhoso futebol, pelas
vozes de Nelson Rodriguez, João Saldanha, Luís Mendes e outros tantos grandes
nomes. Bons tempos. Não tenho dúvidas que estou a falar de muita emoção quando
o assunto é futebol, mais ainda, quando o time em questão é o Flamengo.
Ninguém
também discorda da má fase do Muralha, que fique isso bem claro. Mas há outras
coisas que me chamam atenção, quando constato a reação de muitos torcedores e
jornalistas ao se referirem aos recentes erros do goleiro. Tenho percebido um excesso
de indignação que ultrapassa o razoável da análise crítica. Fico com a
impressão que muitos estão atrás de um tipo de vingança, uma revanche oculta,
motivada por um inconsciente carregado de medo, revolta, insegurança e
sentimento de onipotência, alimentados talvez por esse atual estado de degradação sócio e politico
que vivência o nosso povo e país.
Se
analisarmos friamente, o Muralha se assemelha ao perfil técnico de muitos
outros atletas do Flamengo, assim como daqueles dos principais elencos que
assisti atuar em 2017. Precisamos aceitar que o erro é uma contingência da
condição humana. Todos erramos. A cada dia que passa, isso acontece com cada um de nós,
até que o próximo dia se inicie. E é através desse processo de acerto e erro, que
aprendemos a errar menos em nossas vidas. Crucificar um atleta que luta para se
reencontrar, não me parece produzir nenhum resultado positivo, especialmente num
momento tão crítico em que essas duas competições se encontram.
Muralha está tentando voltar a atuar em
nível de alto rendimento e no patamar que o levou a ser recentemente chamado
pelo técnico Tite, para fazer um teste na seleção nacional. Suportar as
pressões que o Alex Muralha vem enfrentando é para poucos. Pelo seu modo de
resistir, podemos concluir que se trata de um brasileiro “lutador”, aquele que bem
traduz o jeito rubro negro de ser.
Após
um ano com muitas competições e de um extenuante e valente percurso, é hora da
torcida, jogadores, técnico, comissão técnica e diretoria do clube, de estarem unidos, pois me parece que
seria um grande desperdício ignorar os erros e acertos feitos ao longo desse ano.
Num
país como o nosso, em que para se vencer pelo trabalho honesto existe sempre diante de nós um caminhar difícil,
doloroso e sofrido, penso que o que muitos destes analistas e “flamenguistas” de coração precisam se empenhar a fazer,
é de melhor tentar compreender as pessoas.
domingo, 1 de outubro de 2017
Mariana 05/11/2015
E a vida segue...
Boca do Lobo, passagem que liga
a praça Edmundo Bitencourt, praça do Bairro Peixoto,
a rua Santa Clara, Copacabana
MARIANA
Bento Gonçalves e Paracatu
05/11/2015
Celso de Lanteuil
26/09/2017
O descaso enterrou histórias
O preconceito soterrou sobreviventes
A vítima é o "pé de lama"
Uma nova escola foi criada
A exclusão aumentou
E a segregação nunca é reparada
É audiência após audiência
A burocracia é o fantasma
De um desastre que sempre cresce
A resposta ao sofrimento é mais dor
E a reconstrução desse desastre é um pesadelo
A esperança do sobrevivente
Está num eco que avisa
Lá vem o "pé de lama"
Lá vem o "pé de lama"
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
REPÚBLICA DOS BRUZUNDANGAS
REPÚBLICA DOS BRUZUNDANGAS
Celso de
Lanteuil
Porto, 3
de abril de 2017
Em homenagem ao amigo Josil
Deslandes, que me presenteou com este precioso livro e me apresentou ao
inteligente Lima Barreto, autor de Os Bruzundangas (Ed. Garnier, 1988, obra
originalmente editada em 1923, por Jacintho Ribeiro dos Santos).
A
República dos Bruzundangas é o país das Trapalhadas. Um país cheio de vícios e
cacoetes, confuso, afônico, sem rumo, que segue asfixiado e asfixiando pessoas
e sonhos.
Um país
que perde o ar para aqueles senhores que costumam gritar do alto da sacada,
como se mandachuva fossem, e para o senhor “conselheiro”, que é o assessor do
adjunto do subchefe, aquele que nos põe a correr atrás de um sonho que não
conseguimos entender, um qualquer acostumado a dar ordens e sorrir.
Mas, se
nessa terra falta a boa semente da cidadania, também floresce a mente daninha,
que sorrateira cresce criando filhotes aos tantos. São os trapalhões da ordem e
do progresso, que de branco, azul, verde e amarelo, nada tem. São os que só
dizem amém para fazer o próprio bem e nos deixam os aborrecimentos, o esforço e
as dores.
A
República dos Bruzundangas é amável, dócil e solidária, nas aparências. Lá se
diz I love you, Apareça para o jantar,
Você faz a diferença, mas na primeira esquina que se dobra, já podemos
ouvir Ele não passa de uma fraude, Aquele
não vale o sapato que calça!
Os
Bruzundangas são assim, essa mistura exótica que costuma se alimentar com uma
fome de mil dias. Eles devoram tudo o que veem. Batata, habitação, terra, ouro,
emoção, água, lágrima, oração e sorriem de barriga cheia, na frente daqueles
que sonham com um pedaço de pão.
Os
Bruzundangas são mesmo autênticos, são da família, da paróquia, unidos sempre
na alegria, na celebração e na vitória, e se proliferam de mansinho, sem se
fazer notar. São eles que se permitem ser o que são, somente eles. Contudo, quando na
derrota do vizinho, ou na dor de um amigo e na perda do emprego de um colega de repartição, bem, aí é uma outra
história…
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