sexta-feira, 25 de agosto de 2017

OUVINDO CRIOLO


OUVINDO CRIOLO
Celso de Lanteuil
Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2012
Ouvindo pela primeira vez o CD do Criolo
Livraria da Travessa do Leblon

Sigo onde minha cabeça permite me levar
Mas não me engano
Não existe asfalto quente 
Que não queime!

Toco nos seus lábios, sinto o seu mel
Percebo que posso cair nas suas mãos...
Converso com "cabeçudos"
Eles conhecem de emoções

Tenho dúvidas. Eles me dizem que posso esperar. Sim, posso esperar 
Sei que minha hora chega
Apesar das cercas, dos abismos e medos

Sei, você me disse e eu mesmo já vi e provei
Sim, sei bem o que quer dizer
Mas pense nisso, não importa falar Mandarim, jogar Capoeira, criar soluções 

Saber pular, cantar e pensar, conseguir fazer
Ser professor, doutor ou agricultor
Pois de nada vale o sacrifício
Se a autoridade faz vencer o enganador
  
REFRÃO
Sigo onde minha cabeça permite me levar
Mas não me engano
Não existe asfalto quente que não queime!

Se quiser se enganar, defender um mentiroso, aí é com você
Mas não me peça pra fingir que não vi
Estrada segura não existe e eu tenho pressa

E aquele mestre em ludibriar segue solto
Ele que vive de enganar 
Um boçal que no nosso destino quer mandar

A água da garrafa está esvaziando
Na TV, uma multidão goza de prazer
É a programação que faz todo mundo Esquecer, esquecer, esquecer

REFRÃO
Sigo onde minha cabeça permite me levar
Mas não me engano
Não existe asfalto quente que não queime!



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