sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Minha análise política

Meu amigo Marcelo Duarte Lins, seu texto traz boas reflexões e diversas verdades que se aplicam a ambos os grupos que seguem cegamente seus ídolos. É um bom alerta para todos nós que pretendemos analisar criteriosamente este conturbado ambiente político.

No caso específico dessa polarização, cenário que ficou bem mais complexo e irregular nos últimos anos quando o assunto está relacionado às forças que apoiam um ou outro adversário, se faz necessário identificar os diferentes interesses que direcionam o voto dos eleitores nesse ambiente de disputa "clubista".

Há de tudo nesse espectro eleitoral e o medo quanto ao que dessa escolha poderá resultar inquieta o eleitor, seja ele melhor ou pior informado.

Um maior ou menor ativismo judiciário que poderá determinar um desequilíbrio de forças no Judiciário para as próximas décadas, é um aspecto a ser considerado. Um maior ou menor revanchismo político. Uma maior irresponsabilidade fiscal. Maiores ou menores ganhos para aqueles que já tudo levam do erário e para aqueles que pouco possuem. 

A questão da sensação da violência que voltou a crescer, tornou-se um fator determinante para a paz das populações menos protegidas pelo Estado e também para aqueles que circulam com carros blindados cercados pelo pavor da insegurança. 

O receio de um Estado ainda mais controlador e que gaste os recursos públicos de modo inescrupuloso e populista. O crescimento de um sentimento de impunidade, que parece não ter mais limites e fragiliza a nossa resistente mas ainda precária cidadania. 

A falta de controle na distribuição de recursos para a "máquina pública" (emendas parlamentares/orçamento secreto/fundo partidário e eleitoral/funcionalismo público/penduricalhos etc) que tem elevado essa conta para percentuais que limitam ainda mais os investimentos em benefícios diretos para a população, a classe trabalhadora, dos pequenos, médios e grandes empreendedores. A queda do poder aquisitivo da classe média, o aumento dos miseráveis. O endividamento das famílias. Os juros altos. Os impostos...

O medo da perda de direitos constituídos, da crise e prejuízos ainda não plenamente recuperados por credores pensionistas dos fundos de pensões (Postalis/Correios, Petros/Petrobras, Funcef/CEF, Regimes de Estados e Municípios/RPPS, Previ/BB, Caso VARIG/AERUS e outros, são resultados de fatos concretos e os lesados só fazem crescer.

Por outro lado, os escândalos nas altas cúpulas dos três poderes que desde o Mensalão, Petrolão, Operação Lava Jato, "Aposentadão" e o ainda em curso Caso Master, mancham a imagem dos nossos poderes e também retratam a realidade do caminho que nossa estrutura de Estado optou produzir nesse século, apesar de alguns avanços.

Mais do que julgar as diversas razões para se votar nesse ou no outro candidato, o resultado do primeiro turno com a não reeleição de nomes tradicionais da Esquerda e de nomes ligados ao atual PR, é um indicativo concreto da insatisfação de seus eleitores que não querem mais estes atuando como seus representantes. Esses votos pedem mudanças.

Entre os aliados e figuras de destaque do governo Lula de 2026, cuja rejeição chama aos olhos, estão nomes como o de Rui Falcão (foi presidente do PT), Gleisi Hoffmann (ex-presidente do PT), Paulo Teixeira (ex-ministro de Lula), Fernando Haddad (ex-ministro de Lula), José Dirceu (ex-ministro de Lula), Marina Silva/Rede (ex-ministra de Lula), Simone Tebet/PSB (ex-ministra de Lula), Manuela d'Ávila/PSOL, Lídice da Mata/PSB, Erika Kokai, Elder Salomão, Patrus Ananias, Benedita da Silva, Paulo Pimenta, Renan Calheiros/MDB, Randolfe Rodrigues/PT e outros nomes pois a lista é longa.

E, novamente, apesar das décadas que já se passaram, percebemos a reiterada ausência de autocrítica por parte desses parlamentares e demais lideranças, e de alguns dos seus seguidores, e voltamos a constatar a veemente rejeição que retorna das urnas, nesse exemplo, votos de seus quadros eleitorais. 

Com vocês, as vozes que interpretam a política com o seu olhar individual, muitas vezes distorcido dos fatos, mas certamente com a intuição de um medo que somente cada eleitor sente, seja este fruto de um interesse privado, pouco republicano, ingênuo, idealista, romantizado ou até mesmo inqualificável.

Para cada voz, a sua vontade e aceitar isso é fundamental para o amadurecimento da nossa democracia. Boa sorte povo brasileiro na sua escolha estratégica e tente aceitar o voto contrário ao seu, pois isso faz parte do nosso crescimento político.

Celso de Lanteuil.


3 comentários:

  1. Decepção com seu comentário. Lula é, de novo, um “mal necessário”. Não aos fascistas, milicianos e traidores da pátria! O Brasil vai se unir e varrer essa família prá bem longe. Lula não é santo, mas ajudou e muito o povo pobre do Brasil, e seu legado será sempre louvado. O Brasil está dividido, mas tenho fé que a democracia irá vencer. Votei no Lula 2 vezes, ambas contra Bolsonaro, agora será a terceira. O resto é silêncio.

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  2. O distinto está longe de saber o q é democracia.Deve fazer parte de alguma facção.

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  3. A diferença entre nós, é que eu assino aquilo que escrevo e aceito o contraditório.

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